O que é CDB? Como aplicar em CDB?

A sigla significa Certificado de Depósito Bancário e trata-se de um título que é “comprado” pelos correntistas a seu banco. Em outra palavras, você empresta dinheiro ao banco que precisa dele e, em troca, o banco lhe devolve o dinheiro após alguns meses ou anos com o rendimento (juros).
Os CDBs podem ser pré ou pós-fixados, portanto, no momento da aplicação quando conversando com o seu banco deverá ficar claro o quanto será pago pela aplicação de seu dinheiro. A diferença básica entre pré e pós-fixados será que no primeiro geralmente as aplicações são de curto prazo (no máximo 1 ano) e você já sabe, no momento da aplicação, o quanto irá receber de lucro quando do resgate. O pós-fixado geralmente tem sua rentabilidade atrelada ao CDI (certificado de depósito interbancário), que explicarei em um post futuro. Daí se dizer que um determinado CDB paga 85%, 95%, 100%… do CDI. Traduzindo, quanto maior for a percentagem do CDI, maior será a rentabilidade da sua aplicação. Geralmente o período de aplicação varia de 3 meses a 5 anos, sendo que se o resgate da aplicação ocorrer antes do término, você terá que pagar uma quantidade maior de imposto de renda (IR) se o mesmo ocorrer antes de 721 dias, ou seja, 2 anos de aplicação.
Aí que está o segredo, se você sacar o dinheiro antes do término do CDB pagará mais imposto de renda, que, dependendo do caso, poderá rebaixar a rentabilidade da aplicação a da poupança, ou até ser pior que esta. O correto seria aplicar e evitar fazer resgates (saques) durante a vigência do CDB, pois pagando menos IR, seu lucro será maior.
Eu diria que as grandes vantagens dos CDBs, principalmente os pós-fixados (que são a maioria dos que são ofertados pelos bancos), são as seguintes:

rentabilidade diária (você recebe o juros atrelado ao CDI diariamente), assim pode ver o seu rico dinheirinho crescer dia após dia;
garantido pelo fundo garantidor de crédito (FGC), do mesmo jeito que a poupança (veja o post sobre poupança);
aplicação de baixíssimo risco, principalmente se você aplicar em bancos de primeira linha (do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander…);
assim como a poupança tem resgate imediato, ou seja, tem alta liquidez;
atualmente, com a alta dos juros (Selic a 12,25%) tem dado um rendimento médio líquido próximo à 10% anuais quando paga 100% do CDI, enquanto a poupança nos últimos dois anos não passou de 7%;
quanto mais dinheiro você tiver para aplicar, maior será a possibilidade de conseguir percentagens maiores do CDI com o seu banco;
é um ótima alternativa de renda fixa (RF), sendo mais rentável que alguns fundos de RF;
boa aternativa ao tesouro direto, que exige da pessoa uma conta numa corretora de valores e o pagamento de taxas extras.
Alguns itens que podemos registrar como desvantagens:
incidência do imposto IR retido na fonte sobre o rendimento quando do resgate;
resgates nos primeiros 30 dias são penalizados com a incidência de imposto sobre operações financeiras (IOF) – conforme esta tabela;
é necessário que se deixe o dinheiro aplicado por pelo menos 721 dias para se pagar a menor alíquota do IR, ou seja, 15% (conforme explicado abaixo);
Eis o que você paga de IR quando do tempo da aplicação:

Até 180 dias (1º semestre da aplicação) = 22,5%
De 181 dias até 360 dias (2º semestre da aplicação) = 20%
De 361 dias até 720 dias (2º ano da aplicação) = 17,5%
Acima de 721 dias (2 anos + 1 dia de aplicaçao) = 15%

Como vemos os CDBs pagam bem aos que podem deixar seu dinheiro aplicado por mais de 721 dias. Ao aplicar é preciso lembrar que quanto maior for a quantidade de dinheiro a ser aplicado, melhor deverá ser a percentagem de CDI paga pela aplicação. Fique atento, alguns bancos oferencem taxas diferentes do CDI quando você faz a aplicação via internet banking ou via telefone através da mesa de investimentos do banco (um exemplo é o Santander). Um último ponto a ser considerado é que se a maioria dos bancos paga, digamos, 90% do CDI e um banco (de segunda linha) oferece CDBs para a mesma quantidade de dinheiro pagando 115% do CDI, há de se desconfiar dos fundamentos financeiros do banco e quem sabe, escolher um que pague uma percentagem menor, mas que você saiba que não vai “quebrar”. Afinal, mesmo com a proteção do FGC, você só ficará coberto até 70 mil.
Evite aplicar se o banco pagar menos de 90% do CDI, pois dependendo das variações do CDI, terá um desempenho muito próximo ou, às vezes, pior que o da poupança. Hoje existem bancos que oferecem CDBs a partir de 100 reais de aplicação, mas cuidado com o percentual do CDI, que geralmente é baixo para aplicações de pequeno volume e pode ocorrer o explicado logo acima.
Pessoalmente acho o CDB uma aplicação muito boa, que paga bem e é descomplicada. Eu mesmo não acho interessantes aplicações muito longas, pois acredito que em dois a cinco anos muita coisa na economia do país pode mudar, portanto prefiro as aplicações em CDB de até 2 anos.

Por Psicologia e investimentos – Daniel Fonteles

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